sábado, 19 de maio de 2018

O dia vai ser longo...



Eu nunca achei que um dia chuvoso me deixaria pra baixo. Sempre fui muito apaixonada por tempo nublado, frio coisa e tal. Sempre me senti confortável e aconchegante em dias assim. Mas hoje não. Já tem alguns dias que passo o dia no quarto, seja no computador ou no celular. (Alô, empregadores, preciso de um emprego, leiam meu currículo). Ficar em casa tanto tempo assim não tem me feito bem. O que não deveria acontecer, pois eu gosto muito de ficar sozinha. Acho que a questão em si não é nem ficar sozinha, mas ficar sem fazer nada. Uma dose de ansiedade é normal, mas esse tempo todo parada tem feito com que ela fique um pouco mais intensa do que deveria. Pra terem noção, até mesmo uma dor de barriga pode vir a desencadear uma crise (Como agora pouco, onde tremi feito um pintcher). 



Eu tenho muito o costume de correr pros meus pais quando estou em crise, seja por telefone ou aqui em casa mesmo. Mas hoje não o fiz. Sabe, eles não vão estar comigo pra sempre (infelizmente) e eu preciso aprender a lidar com isso sozinha (lembrando que não estou sozinha, sozinha. Tenho acompanhamento médico e psicológico). Mas sabe, se eu souber lidar com isso por contra própria, ficará mais fácil em situações onde eu possa acabar estando fora de casa.

Em partes, estou orgulhosa por não ter ligado para minha mãe no serviço dela e nem dito ao meu pai quando ele me ligou. Eu tenho que aprender a lidar com isso dessa forma, porque sinto que se tenho alguém perto que saiba o que está acontecendo, eu cedo completamente pra crise. Mas sozinha, na minha mente, tentando acalma-la por contra própria, quando consigo, sinto-me ligeiramente mais forte. Não que uma ajuda não seja bem vinda, não é isso. Ajuda é necessária e maravilhosa. Mas há certas coisas, dentro da gente mesmo, que precisamos enfrentar sozinhos. Pra nos fortalecer mesmo, sabe? 


Eu coloquei o título como sendo "o dia vai ser longo" pois cada segundo de crise é infinito, mas agora que escrevi, sinto-me mais calma, mais capaz. Talvez, também, um pouquinho mais forte do que hoje mais cedo. Sinto também alivio e um pouco de cansaço. Apesar de serem só 5, 10 minutos de ápice, são 5, 10 minutos extremamente intensos tanto pro corpo quanto pra mente. Mas vida que segue. Consegui lidar com isso, hoje, by myself. Estou grata a mim mesmo por não desistir no desespero, por não ceder e lutar contra a mente que vem a mil numa descarga absurda de pensamentos. 

À todas as pessoas que enfrentam problemas psicológicos, eis aqui uma mão no ombro. Estamos juntos, somos forte, talvez dia sim e dia não, mas estamos conseguindo enfrentar isso tudo, dando um passo de cada vez, em um dia de cada vez.

PS: Acho que repeti muitas vezes a palavra "sozinho". Deve ser um hack do meu cérebro pra deixar bem claro que eu posso e consigo enfrentar as coisas por mim mesma. 

Um grande abraço, 
Larissa. 


2 comentários:

  1. Compreendo a sua ansiedade, pois ás vezes sinto o mesmo. Ficar só, nem sempre é algo que sintamos, bem, né? Ás vezes nos sentimos tão sozinhos, pela monotonia dos dias. É que as vezes esquecemos que tudo o que temos é nós mesmos, e que temos que nos cuidar da melhor forma. Nesses tempos eu tento me acalmar, lendo um livro, fazendo algo de bom sozinha, que me distraia. Ou respiro fundo, com os olhos fechados pensando nas melhores coisas, e ignorando todos os meus pensamentos ruins. Me lembro que o momento presente é o único que tenho também, e que o amanhã, nem existe. Parabéns, por ir tentando cada vez mais a vencer os seus medos. É uma luta diária, mas a gente consegue.
    Muito lindas essas fotografias. Fique bem ♡♡
    https://noitecer.blogspot.com/

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    1. Oi Geórgia... Isso de termos somente o presente é algo em que eu costumo tentar pensar bastante em momentos assim. Obrigada pelas palavras! ♡

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